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sábado, 31 de outubro de 2015

31 de outubro: aniversário da Reforma Protestante

"O justo viverá pela sua fé" (Romanos 1:17)

Quando Martinho Lutero leu essa passagem das Escrituras, foi convencido de que nossa justificação não se dá através das boas obras, mas sim através da fé.
Inicialmente, 'Reforma Protestante' foi um termo pejorativo empregado pelos católicos romanos àqueles que protestaram contra o sistema religioso da época, mas esse termo foi assimilado e usado a partir do século XVI até nossos dias para designar os grandes fatos vividos pelos que desejavam e desejam pautar sua vida religiosa segundo a Bíblia.

Alguns fatores contribuíram para que acontecesse a Reforma. Entre eles podemos destacar os seguintes:

a) As mudanças geográficas.  O século XVI foi a era das grandes navegações realizadas pelas superpotências Portugal e Espanha e, consequentemente, das grandes descobertas. Com isso o mundo não se limitava mais à Europa, mas o novo mundo trouxe novos horizontes de conquista e expansão.

b) Mudanças políticas. Surgem as nações-estados. A Europa começa a se fragmentar em países independentes politicamente uns dos outros. Surgem países como a Inglaterra, França, Espanha, Portugal, etc. Com isso é natural o desejo de cada governante de sentir-se livre de um poder central e dominador que era o papado.

c) Mudanças intelectuais. Há grandes transformações intelectuais com o surgimento dos humanistas cristãos, os quais tiveram um interesse profundo pelo estudo das Escrituras Sagradas e das línguas originais e começaram a fazer uma comparação entre o Novo Testamento e o que a Igreja Católica Romana estava vivendo. Entre esses humanistas podemos destacar Desidério Erasmo ou Erasmo de Rotherdan que influenciou os reformadores com o seu Novo Testamento Grego.

d) Mudanças religiosas. O autoritarismo da Igreja católica romana era insustentável. O catolicismo não satisfazia os anseios espirituais do povo que buscava uma religião satisfatória e prática, que respondesse às suas indagações e expectativas.


A Reforma Protestante, no entanto, só aconteceu no Século XVI na Alemanha, quando o frade agostiniano Martinho Lutero afixou as 95 teses nas portas da igreja do castelo de Wittenberg.

Era o dia 31 de outubro de 1517, véspera do dia de "todos os santos", quando milhares de peregrinos afluíam para Wittenberg para a comemoração do feriado do "dia todos os santos e finados", 01 e 02 de novembro.

Era costume pregar nos lugares públicos os avisos e comunicados. Lutero aproveitou a oportunidade e, através de suas teses, combatia as indulgências que eram vendidas por João Tetzel com a falsa promessa de muitos benefícios. Ele dizia que, se alguém comprasse uma indulgência para um parente falecido, "no momento em que a moeda tocasse no fundo do cofre a alma saltava do inferno e ia direto para o céu".

Lutero expressou suas ideias através de três obras. São elas:

A Liberdade Cristã. Nesse livro, pregou que somos livres em Cristo. Negou nessa obra que somente o papa pudesse interpretar as Escrituras, mas que podiam ser lidas e interpretada por qualquer crente sincero.

Apelo à Nobreza. Aqui Lutero faz um apelo para o povo se unir contra a Igreja Católica Romana.

Cativeiro Babilônico da Igreja. Afirmava que a Igreja estava vivendo num cativeiro, assim como o povo de Israel esteve na Babilônia escravizado.


As principais doutrinas defendidas por Lutero eram:

Justificação pela fé. Baseado nos ensinos de Paulo, ele ensinava que o homem não é justificado pelas suas obras, mas pela fé em Jesus Cristo.

A infalibilidade da Bíblia. Ele considerava a Bíblia infalível e acima de toda e qualquer tradição religiosa. Enquanto a Igreja Católica Romana defendia a ideia de que o papa era infalível e a Bíblia era sujeita à sua interpretação, Lutero afirmava que A Bíblia estava acima do papa, pois ela é a Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo.

Sacerdócio de todos os crentes. Lutero negava o conceito que afirmava ter o papa poderes sobrenaturais como intermediário entre o povo e Deus. Ele defendia a ideia de que todo crente é um sacerdote e tem livre acesso à presença de Deus. Não precisamos de um intermediário, o único intermediário entre o homem e Deus é o Senhor Jesus Cristo.

Apesar das tentativas para condenarem Lutero, o papa e o Imperador Carlos V não conseguiram. Quando foi convocado a comparecer ao concílio diante do imperador, ele expressou-se destemidamente da seguinte forma: "É impossível retratar-me, a não ser que me provem que estou laborando em erro, pelo testemunho das Escrituras ou por uma razão evidente. Não posso confiar nas decisões de concílios e de Papas, pois é evidente que eles não somente têm errado, mas se têm contraditado uns aos outros. Minha consciência está alicerçada na Palavra de Deus. Assim Deus me ajude. Amém".

Uma das expressões mais profundas do sentimento de Lutero está no hino Castelo Forte que diz:

"Que a Palavra ficará, sabemos com certeza, e nada nos assustará, com Cristo por defesa; se temos de perder os filhos bens, mulher, embora a vida vá, por nós Jesus está, e dar-nos-á seu Reino".

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Crise Imigratória: Europa precisa se reaproximar de Deus e da Bíblia, segundo chanceler alemã


A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a Europa precisa retornar às suas raízes e se reaproximar de Deus e da Bíblia para contornar a atual crise imigratória, que tem contornos religiosos.

Durante uma visita à Universidade de Berna, na Suíça, Merkel foi questionada sobre como encara os “perigos da islamização da Europa” e o potencial conflito gerado por extremistas. A resposta da primeira-ministra alemã, tida como a segunda pessoa mais poderosa do mundo, foi surpreendente.

Merkel, que é filha de um pastor, sugeriu que as pessoas devem voltar à “tradição de assistir a um culto na igreja de vez em quando, e ter alguns fundamentos bíblicos” para ter suas bases inabaláveis. “Muitos não têm uma compreensão de conceitos cristãos como Pentecostes”, acrescentou, falando sobre o abandono dos europeus à fé.

No atual debate sobre o islamismo e a identidade da Europa, Merkel afirmou que voltar à Bíblia “poderia levar-nos lidar novamente com nossas próprias raízes e conhecê-las melhor”, preparando o continente para enfrentar as diferenças com os muçulmanos.

A primeira-ministra também disse que apesar de o terrorismo islâmico ser uma realidade onde há concentração de muçulmanos, parte da responsabilidade por isso é do mundo ocidental: “Tragicamente, esta é também uma realidade que também tem a ver com a gente. Muitos destes jovens que lutam por eles [terroristas] cresceram em nossos países”, analisou.

Por fim, Angela Merkel afirmou que vê com cautela as reações “defensivas” do povo alemão sobre a postura adotada por seu governo de abrigar imigrantes: “O medo nunca foi um bom conselheiro. Culturas que são marcadas pelo medo não vão conquistar o seu futuro”, apontou.

Ao final, de acordo com informações do Evangelical Focus, Merkel falou mais uma vez sobre as questões de fé e disse que gostaria de ver mais pessoas indo às igrejas e aprendendo sobre a mensagem do Evangelho: “Eu tenho que ser muito honesta. Todos nós temos a oportunidade e a liberdade de ter a nossa religião, de praticá-la, e acreditar nela. Eu gostaria de ver mais pessoas que têm a coragem de dizer: ‘Eu sou um crente cristão’. E mais pessoas que têm a coragem de entrar em um diálogo”, disse a primeira-ministra, lembrando da mensagem de paz pregada por Jesus.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

História do Hino: Sou feliz, com Jesus meu Senhor



Você já ouviu o hino "Sou Feliz, com Jesus meu Senhor"? É um dos hinos cristãos mais cantados nas igrejas evangélicas. Mas ele parece ainda mais bonito quando conhecemos a história que levou seu autor a escrevê-lo.

Este hino foi escrito por Horatio G. Spafford (1828-1888). Spafford passou por adversidades tremendas até o momento em que escreveu a letra do hino. Meses antes do grande incêndio que atingiu a cidade de Chicago, em 1871, Horatio tinha feito pesados investimentos financeiros em uma área que foi totalmente destruída pelo fogo. Não bastasse esse terrível abalo financeiro, Spafford passou por uma dolorosa perda de um filho. Esta morte trouxe grande sofrimento para toda a família. O piedoso advogado, procurando um tempo de refrigério e descanso, resolveu viajar com a esposa e as quatro filhas para a Europa, onde se encontraria com Moody e Sankey em uma cruzada evangelistica na Inglaterra, em 1873.

A viagem para a Europa, porém, acabou sendo feita pela mulher, a senhora Spafford e as quatro filhas, no navio S.S. Ville du Havre. Sua expectativa era seguir viagem dias depois. No dia 22 de novembro de 1873, o navio sofreu um acidente e naufragou em 12 minutos. Dias depois, os sobreviventes finalmente chegaram em Cardiff, no Pais de Galles, e a senhora Spafford mandou um telegrama ao seu marido:"SALVA, PORÉM SÓ". As quatro filhas morreram naquele naufrágio. Imediatamente após receber o telegrama da esposa, Spafford tomou um navio e foi ao encontro de sua esposa. Spafford escreveu a letra deste hino quando outro navio, que o transportava para a Inglaterra, chegou perto do local da tragédia.

Philip P. Bliss (1838-1876), o compositor da belíssima melodia do hino, era um pregador batista, cantor e prolífico escritor de hinos espirituais. Tão impressionado ficou com a experiência de Spafford, que se apressou a compor uma música para o hino. Foi publicado no Sankey-Bliss Hymnals, Gospel Hymns n. 2. Pouco depois de compor a música de It is well with my soul, o próprio Bliss morreu em um acidente de trem, com 38 anos.


VERSÃO CONHECIDA EM PORTUGUÊS

Se paz a mais doce me deres gozar,
Se dor a mais forte sofrer,
Oh! seja o que for, tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou!

Sou feliz com Jesus, sou feliz com Jesus, meu Senhor!

Embora me assalte o cruel Satanás
E ataque com mil tentações,
Oh! certo eu estou, apesar de aflições,
Que feliz eu serei com Jesus!

Meu triste pecado, por meu Salvador,
Foi pago de um modo cabal;
Valeu-me o Senhor, oh! mercê sem igual!
Sou feliz! Graças dou a Jesus!

A vinda eu anseio do meu Salvador
Virá conduzir-me ao Lar:
O céu, onde vou para sempre morar
Com remidos na luz do Senhor!

TÍTULO ORIGINAL: "It is well with my soul" - Tudo bem com a minha alma
AUTOR: Horatio Gates Spafford.
COMPOSITOR DA MÚSICA: Philip Paul Bliss
TRADUTOR PARA O PORTUGUÊS: William Edwin Entzminger


FONTES:

http://www.adboasnovas.com.br/textos/soufeliz.html
http://paulofranke-historiasdoshinos.blogspot.com/2010/11/se-paz-mais-doce-sou-feliz-com-jesus.html
paulodiasnogueira.blogspot.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dica de Filme: Deus Não Está Morto

E se você, no seu primeiro dia de aula na faculdade, fosse desafiado a afirmar que Deus não existe e ir contra a própria fé para continuar no curso? É assim que o jovem Josh Wheaton, no filme “Deus Não Está Morto”, começa a vida acadêmica.

Josh e todos os alunos do curso de Filosofia são instigados pelo professor a escrever em uma folha de papel que Deus está morto e que só ao afirmarem isso, estariam livres de qualquer ideologia para pensar a filosofia.

O que o professor não esperava, no entanto, é que Josh, um jovem cristão, fosse irredutível e reafirmasse sua fé, de forma enfática. Começa então um grande embate entre os dois e a partir de agora o estudante precisa convencer toda a turma de que, sim, Deus existe, ou então perderá o ano.

A prova de fé do jovem e sua coragem ao não abandoná-la nem por um segundo é um incentivo a todos nós a reafirmarmos, diariamente, a nossa fé.  “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” Hebreus 11:1

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

6 Dicas para Ler a Bíblia

Há diversas formas de se olhar para o texto bíblico. Por ser um Livro com milhares de anos de existência e que traz em seu conteúdo verdades de fé, é possível lê-lo de várias maneiras.

É claro que essas aqui apresentadas não são as únicas, mas procuramos apresentá-las de maneira complementar – uma não exclui a outra – e todas elas podem se mostrar válidas aos seus objetivos.

Confira 6 planos para a leitura da Bíblia:

1) Leitura literária: Faça da leitura um hobbie.

2) Leitura histórica: Compare os fatos bíblicos com a História Geral.

3) Leitura devocional: Procure se concentrar nas verdades reveladas; acima de tudo, são estas verdades que Deus quer lhe falar.

4) Leitura técnico-pastoral: Lembre-se sempre que a Palavra de Deus é soberana, assim tenha uma atitude humilde de buscar somente o que o próprio texto diz e nunca levar convicções pessoais ao texto.

5) Leitura crítica: É fundamental neste nível de leitura que não se despreze nenhum recurso disponível na obtenção da verdade e dos argumentos originais.

6) Leitura apologética: Sendo este o caso, é importante conhecer os conceitos e doutrinas do oponente para que se busque textos que afirmem diretamente as verdades doutrinárias que se deseja enfatizar.

Seja qual for seu objetivo ou motivo, leia sempre a Bíblia.



Texto de Ronan de Jesus




quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A ponte entre Deus e nós

Deus nos criou à Sua imagem para termos uma vida abundante. Mas, Ele não nos fez como robôs para amá-Lo e obedecê-Lo de forma automática.

Ele nos deu uma vontade e uma liberdade de escolha, mas muitas vezes, escolhemos seguir nossos próprios caminhos esquecendo que a Ele tudo devemos, resultando em nossa separação com Deus.

 A Bíblia diz:
" Pois todos pecaram e estão separados da glória de Deus ( Romanos 3. 23)

" Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor" ( Romanos 6. 23)

Nenhuma ponte chega até Deus ... exceto uma : a cruz. Jesus Cristo morreu na cruz e ressuscitou dentre os mortos. Ele pagou o preço pelos nossos pecados. E Ele é a ponte entre Deus e todos nós.

Texto escrito por Terezinha Elizabete

domingo, 4 de outubro de 2015

Quem você escolhe: Jesus ou Barrabás?

Na palavra deste domingo, o Pastor Magno relembrou a importância da Ceia do Senhor e do seu significado: a renovação do nosso ompromisso com Jesus Cristo. 

Mas, afinal, quem é Jesus para você? É Aquele que deu a vida para salvar a humanidade, e também Aquele que desceu de Sua divindade para estar entre nós, sofrer por nós, carregar nossos pecados e morrer na cruz por nós, porque nós, simplesmente, valemos a pena.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14). 

Em João, o evangelista enfatiza que Jesus, o Verbo, esteve desde o princípio conosco. Não bastasse isso, veio como homem, para nos deixar não apenas uma mensagem e uma inspiração, mas o próprio sacrifício e a vida.

Então, renovemos nosso compromisso em Cristo não apenas na Ceia do Senhor, mas todos os dias. Afinal, quem você escolhe: Cristo, o que dá a vida, ou Barrabás, o que tira a vida?

Boa semana!